EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: ENTRE A TRANSFORMAÇÃO DO TRABALHO E A LÓGICA GERENCIAL

Autores

  • Luci Fernandes de Lima Oliveira Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação
  • Marcia Mello Costa De Liberal Universidade Federal de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.63026/acertte.v6i4.336

Palavras-chave:

Educação Permanente em Saúde. Gestão em Saúde. Planejamento em Saúde. Gestão de Pessoas. Sistema Único de Saúde.

Resumo

A crescente complexidade dos serviços de saúde e a necessidade de qualificar a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) reforçam a importância de processos formativos articulados ao cotidiano do trabalho. Este artigo analisa a Educação Permanente em Saúde (EPS) como ferramenta estratégica de gestão, examinando suas relações com planejamento, gestão de pessoas, gestão do conhecimento e transformação dos processos de trabalho. Trata-se de estudo qualitativo, bibliográfico e documental, apoiado em marcos normativos da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), documentos do Ministério da Saúde e literatura científica clássica e recente. A análise mostra que a EPS se diferencia da capacitação pontual ao tomar problemas concretos do trabalho como disparadores de aprendizagem, reflexão coletiva e mudança institucional. A institucionalização da PNEPS, iniciada pela Portaria GM/MS nº 198/2004 e reorientada pela Portaria GM/MS nº 1.996/2007, consolidou a integração entre formação, gestão, atenção e participação social. Evidências recentes indicam, contudo, dificuldades de institucionalização, confusão com educação continuada, fragilidades de monitoramento e desigualdade na capacidade de gestão dos processos educativos. À luz de Lemos (2016), discute-se a tensão entre o caráter crítico-transformador da EPS e sua possível apropriação como mecanismo de adaptação dos trabalhadores às exigências organizacionais. Conclui-se que a EPS pode constituir tecnologia estratégica de gestão desde que preserve participação, problematização, autonomia e compromisso com as necessidades de saúde, evitando sua redução a mero “gerenciamento permanente”.

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Biografia do Autor

  • Luci Fernandes de Lima Oliveira, Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação

    Doutora em Educação pela PUC/SP, graduada em Pedagogia e especialista em Psicanálise e Linguagem, Psicopedagogia Clínica e Institucional e Gestão Estratégica do Ensino Superior. Atua como Coordenadora Acadêmica, Vice- Presidente da CPA, Coordenadora da Comissão de Processo Seletivo, Editora-Chefe da Revista Científica ACERTTE e avaliadora ad hoc do INEP, além de avaliadora especialista do CEE-SP. Possui ampla experiência em gestão acadêmica e na coordenação de cursos de graduação e pós-graduação. É docente na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação.

  • Marcia Mello Costa De Liberal, Universidade Federal de São Paulo

    Doutora em Sociologia Econômica e das Organizações (Universidade de Lisboa) e graduada em Economia (PUC/SP). Docente Titular do Departamento de Economia da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Atua como professora e orientadora no Programa de Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede Nacional (PROFIAP).

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Publicado

05/10/2026

Como Citar

Oliveira, L. F. de L., & Mello Costa De Liberal, M. (2026). EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: ENTRE A TRANSFORMAÇÃO DO TRABALHO E A LÓGICA GERENCIAL. REVISTA CIENTÍFICA ACERTTE - ISSN 2763-8928, 6(4), e64336. https://doi.org/10.63026/acertte.v6i4.336

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