EDUCACIÓN PERMANENTE EN SALUD: ENTRE LA TRANSFORMACIÓN DEL TRABAJO Y LA LÓGICA GERENCIAL
DOI:
https://doi.org/10.63026/acertte.v6i4.336Palabras clave:
Educación Permanente en Salud. Gestión en Salud. Planificación en Salud. Gestión de Personas. Sistema Único de Salud.Resumen
La creciente complejidad de los servicios de salud y la necesidad de cualificar la gestión del Sistema Único de Salud (SUS) refuerzan la importancia de procesos formativos articulados con la vida cotidiana del trabajo. Este artículo analiza la Educación Permanente en Salud (EPS) como herramienta estratégica de gestión, considerando sus relaciones con la planificación, la gestión de personas, la gestión del conocimiento y la transformación de los procesos de trabajo. Se trata de un estudio cualitativo, bibliográfico y documental, basado en los marcos normativos de la Política Nacional de Educación Permanente en Salud (PNEPS), documentos del Ministerio de Salud y literatura científica. El análisis muestra que la EPS se diferencia de la capacitación puntual al tomar los problemas concretos del trabajo como desencadenantes del aprendizaje, la reflexión colectiva y el cambio institucional. La institucionalización de la PNEPS, iniciada mediante la Ordenanza GM/MS n.º 198/2004 y reorientada por la Ordenanza GM/MS n.º 1.996/2007, consolidó la integración entre formación, gestión, atención y participación social. Sin embargo, persisten dificultades de institucionalización, confusión con la educación continuada, debilidades en el monitoreo y desigualdad en la capacidad de gestión de los procesos educativos. A la luz de Lemos (2016), se analiza la tensión entre el carácter crítico-transformador de la EPS y su posible apropiación como mecanismo de adaptación a las exigencias organizacionales. Se concluye que la EPS puede constituirse en una tecnología estratégica de gestión si preserva la participación, la problematización y la autonomía, evitando su reducción a un mero «gerenciamiento permanente».
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Referencias
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