O VALOR DO CAPITAL EMOCIONAL NO EMPREENDEDORISMO E NA GESTÃO DE NEGÓCIOS
DOI:
https://doi.org/10.63026/acertte.v5i8.260Palavras-chave:
Capital emocional. Empreendedorismo. Gestão organizacional. Inteligência emocional. Confiança.Resumo
O artigo discute o papel do capital emocional no empreendedorismo e na gestão de negócios, enfatizando-o como recurso estratégico e diferencial competitivo. Com base em autores clássicos e contemporâneos, argumenta-se que a inteligência emocional, composta por habilidades como autocontrole, empatia e resiliência, extrapola a esfera individual e se torna um ativo coletivo capaz de sustentar confiança, engajamento e inovação. No campo do empreendedorismo, o capital emocional se mostra essencial para lidar com fracassos, manter otimismo realista, estimular criatividade e fortalecer redes de relacionamento. No âmbito organizacional, sua relevância aparece na liderança inspiradora, na construção de ambientes de confiança e na retenção de talentos. Entretanto, o artigo também problematiza riscos, como a substituição da racionalidade por decisões puramente emocionais, a hiper-romantização das relações de trabalho e as limitações de mensuração do conceito. Ressalta-se ainda a influência do contexto cultural na aplicação do capital emocional. Conclui-se que este deve ser entendido como parte de um conjunto multidimensional de capitais intangíveis que, articulados, sustentam a sustentabilidade e a competitividade organizacional. Investir no desenvolvimento socioemocional de líderes e equipes é, portanto, condição estratégica para transformar emoções em inovação e confiança.
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