A VIGILÂNCIA INVISÍVEL: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO PANOPTISMO EM FOUCAULT
DOI:
https://doi.org/10.63026/acertte.v5i6.247Palavras-chave:
Panoptismo. Vigilância. Poder disciplinar.Resumo
Na quinta conferência proferida por Michel Foucault em 1973 na PUC-Rio, reunida no livro Verdade e Formas Jurídicas, surge o conceito de panoptismo, uma metáfora central em sua teoria sobre as formas modernas de poder. Inspirado no Panopticon de Jeremy Bentham, o panoptismo descreve uma lógica de vigilância contínua, invisível e internalizada, que substitui os mecanismos tradicionais de coerção física. Nas sociedades contemporâneas, o poder não é mais exercido apenas de forma centralizada, mas se difunde por meio de dispositivos disciplinares que moldam comportamentos e subjetividades de maneira sutil e constante. O indivíduo, ao internalizar normas sociais, passa a agir como se estivesse sempre sendo observado, mesmo na ausência de um vigilante real. Essa racionalidade disciplinar opera sobre os corpos, hábitos e modos de vida, conformando identidades por meio da vigilância permanente. A eficácia do panoptismo está justamente em sua sutileza: ele induz a conformidade sem a necessidade de repressão direta. Tal reflexão torna-se ainda mais atual diante das tecnologias digitais e das novas formas de controle algorítmico, nas quais a visibilidade, a exposição e o monitoramento se intensificam. Assim, o panoptismo permanece uma chave teórica fundamental para compreender as dinâmicas contemporâneas entre poder, saber e subjetividade.
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Referências
FOUCAULT, Michel. Verdade e formas jurídicas. 4. ed. Rio de Janeiro: NAU Editora, 2009. 160 p.
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