QUANDO A ARTE DENUNCIA: TRÁFICO DE PESSOAS E DIGNIDADE HUMANA EM AMOR DE REDENÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.63026/acertte.v6i2.310Palavras-chave:
Tráfico de Pessoas. Exploração Sexual. Dignidade da Pessoa Humana. Direito e Arte. Amor de Redenção.Resumo
Este artigo propõe uma análise jurídica da abordagem do tráfico de pessoas e da exploração sexual presentes na obra literária Amor de Redenção, de Francine Rivers. O tráfico de pessoas, conforme o Protocolo de Palermo e o Código Penal Brasileiro (art. 149-A), configura-se como grave violação aos direitos humanos, atingindo diretamente o princípio da Dignidade da Pessoa Humana. Por meio de uma metodologia qualitativa e interdisciplinar, o estudo analisa como a obra representa elementos essenciais do crime — como o aliciamento, a coação e a exploração — mesmo sem nomeá-los de forma explícita. Defende-se que a arte, especialmente a literatura, possui papel essencial na conscientização e no enfrentamento dessa forma contemporânea de escravidão. Os resultados apontam que a narrativa, ao expor mecanismos de dominação e objetificação feminina, reforça a relevância do diálogo entre o Direito e a Arte na promoção da Dignidade Humana e na prevenção do tráfico.
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