PRECARIZACIÓN DEL TRABAJO DOMÉSTICO: UNA INVESTIGACIÓN ILUSTRADA A TRAVÉS DEL ANÁLISIS FÍLMICO DE “¿QUÉ HORA ELLA VUELVE?”
DOI:
https://doi.org/10.63026/acertte.v6i2.326Palabras clave:
Precarización del trabajo. Precarización en el trabajo doméstico. Desigualdad social. Relaciones de poder. Análisis fílmico.Resumen
En un contexto de ampliación de las desigualdades sociales y reconfiguración de las relaciones de poder en el mundo laboral, la precarización del trabajo, especialmente del trabajo doméstico remunerado, sigue siendo uno de los rasgos más persistentes de la sociedad brasileña, combinando informalidad, desvalorización y jerarquías históricamente naturalizadas. Este Trabajo de Fin de Grado analizó cómo la precarización del trabajo doméstico se expresa no solo en términos económicos y legales, sino también mediante dimensiones simbólicas, afectivas y espaciales que estructuran la experiencia cotidiana del trabajo. Tomando como objeto de observación la película Que Horas Ela Volta? (2015), dirigida por Anna Muylaert, la investigación adoptó un enfoque cualitativo basado en un método fenomenológico de análisis fílmico. Se microanalizaron cincuenta escenas, organizadas posteriormente en cuatro categorías analíticas: (1) Precarización del Trabajo; (2) Precarización del Trabajo Doméstico; (3) Precarización de las Relaciones Afectivas; y (4) Desigualdades Sociales y de Clase. Los resultados muestran que encuadres, gestos, silencios, objetos y rutinas funcionan como recursos narrativos capaces de hacer visibles formas de subordinación. El análisis demuestra que la proximidad entre los personajes no elimina las desigualdades; por el contrario, puede legitimar jerarquías y generar tensiones entre cuidado y límite, afecto y autoridad, intimidad y exclusión. Se concluye que la película evidencia mecanismos de naturalización de la explotación y contribuye a comprender la complejidad de la precarización del trabajo doméstico. El análisis fílmico se mostró como una estrategia metodológica para interpretar cómo las desigualdades y las relaciones de poder se reproducen en la vida cotidiana.
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