DESINFORMAÇÃO DIGITAL E DISPUTAS SIMBÓLICAS: IMPLICAÇÕES ÉTICO-PROFISSIONAIS PARA O SERVIÇO SOCIAL

Autores

  • Marcos Paulo Lima Universidade do Estado de Minas Gerais
  • Maria Eduarda Santos Universidade do Estado de Minas Gerais
  • Ismael Paula de Souza Universidade do Estado de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.63026/acertte.v6i1.293

Palavras-chave:

Desinformação digital. Serviço Social. Ética profissional.

Resumo

Este artigo analisa a desinformação digital como fenômeno estrutural da sociedade contemporânea e examina suas implicações ético-profissionais para o Serviço Social. Parte-se da compreensão de que as Fake News não constituem meros desvios comunicacionais, mas integram disputas simbólicas que influenciam percepções sociais, decisões políticas e o acesso a direitos. Fundamentado em pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica e exploratória, o estudo dialoga com referenciais do Serviço Social, da sociologia e da filosofia, articulando categorias como poder simbólico, capitalismo informacional e projeto ético-político profissional. A análise evidencia que a circulação de conteúdos falsos ou manipulados interfere nas mediações institucionais que estruturam a prática do assistente social, especialmente ao reforçar estigmas, fragilizar vínculos de confiança e dificultar o acesso a políticas públicas. Destaca-se que, em contextos de crise, como a pandemia de COVID-19, a desinformação impactou diretamente a adesão a políticas sanitárias e sociais, ampliando as demandas informacionais no cotidiano profissional. O artigo sustenta que o enfrentamento da desinformação requer estratégias que integrem formação crítica, educação informacional, fortalecimento institucional e compromisso com a produção de conhecimento qualificado. Conclui-se que a incorporação da dimensão digital às análises sobre questão social é indispensável para reafirmar o compromisso do Serviço Social com a defesa dos direitos sociais, da democracia e da justiça social.

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Biografia do Autor

Marcos Paulo Lima, Universidade do Estado de Minas Gerais

Bacharelando em Serviço Social pela Universidade do Estado de Minas Gerais – Unidade Acadêmica de Passos.

Maria Eduarda Santos, Universidade do Estado de Minas Gerais

Bacharel em Serviço Social pela Universidade do Estado de Minas Gerais – Unidade Acadêmica de Passos.

Ismael Paula de Souza , Universidade do Estado de Minas Gerais

Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2006). Especialista em Neuropsicologia com ênfase em Reabilitação Cognitiva e em Terapia da Constelação Familiar Sistêmica (FAMART, 2021), em Didática do Ensino Superior à Distância (UNIDERP, 2009) e em História (UEMG, 1992). Possui aperfeiçoamento em Educação Ambiental pela USP (1995). Graduado em Pedagogia (UNAR, 2010), Ciências Sociais (UEMG, 1990) e Teologia (Seminário Presbiteriano do Sul, 1985). Formação e Mestrado em Psicanálise pela Escola de Psicanálise Clínica do Rio de Janeiro – EPCRJ (2002). Curso Técnico em Mecânica pela Escola Técnica Estadual de São Paulo (1980). Tem experiência nas áreas de Sociologia, Filosofia, Antropologia, Humanidades, Cidadania e Metodologia da Pesquisa, atuando principalmente em Sociologia, Filosofia, Antropologia e Metodologia Científica.

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Publicado

23/02/2026

Como Citar

Lima, M. P., Santos, M. E., & Souza , I. P. de. (2026). DESINFORMAÇÃO DIGITAL E DISPUTAS SIMBÓLICAS: IMPLICAÇÕES ÉTICO-PROFISSIONAIS PARA O SERVIÇO SOCIAL. REVISTA CIENTÍFICA ACERTTE - ISSN 2763-8928, 6(1), e61293. https://doi.org/10.63026/acertte.v6i1.293